sexta-feira , 19 Janeiro 2018

Mais de 400 espécies de animais vivem no Desengano que faz 45 anos

Parque Estadual do Desengano Foto Vinnicius Cremonez 1
Fotos: Vinnicius Cremonez / Parque Estadual do Desengano

Um local sendo descoberto a cada dia, com novas espécies, novas trilhas e muito verde, esse é o Parque Estadual do Desengano, que comemora 45 anos amanhã.

O Parque Estadual do Desengano (PED) constitui uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, da Administração Pública do Estado do Rio de Janeiro. O parque estadual do desengano foto vinnicius cremonez 2Paque fica situado na porção terminal da Serra do Mar no Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro e cobre parte dos municípios de São Fidélis, Campos dos Goytacazes e Santa Maria Madalena. Em seu entorno encontram-se os povoados de Renascença, São Pedro, Santo Antonio do Imbé, Sossego e Morangaba, além de outras concentrações de menor expressão.

Constitui-se a terceira maior unidade de conservação estadual do Rio de Janeiro. Possuí 22.400 hectares de área caracterizada por possuir diferentes formações vegetais, cada qual com suas respectivas tipologias florestais, condicionadas a partir do relevo formado por fortes aclives. Nesse contexto, de serras, grotas e picos, a exuberante Mata Atlântica diversifica-se predominantemente em três formações básicas — Floresta Ombrófila Densa (Submontana e Montana), Floresta Estacional Semidecidual e por Campos de Altitude. Também há presença de áreas de pastagem, de reflorestamento, áreas paludícolas e brejosas.

animal 1Em entrevista ao SF Notícias, o Coordenador da Pesquisa do parque, João Rafael Marins, disse que se tem como precisar ao certo o número de espécies da fauna ocorrentes na área de abrangência do Parque Estadual do Desengano, visto que foram realizadas poucas pesquisas acerca do tema, principalmente no que tange os invertebrados.

animal 2“Posso estimar um número aproximado, mas poderia subestimar o número total. Verificamos que há a presença de mais de 400 espécies de aves, mais de 50 espécies de mamíferos (incluindo os pequenos roedores e morcegos)”.

Para os mamíferos de médio e grande porte, animal 3destacam-se a onça-parda (Puma concolor) e outros felinos de menor porte, como a jaguairica (Leopardus pardalis), gato-maracajá (Leopardus wiedii), gato-do-mato (Leopardus tigrinus) e o jaguarundi (Puma yaguaroundi). Há ocorrência do Muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), animal símbolo do PED, também ameaçado de extinção. Outros mamíferos que merecem destaque são: catetu (Pecari tajacu), paca (Cuniculus paca), lontra (Lontra longicaudis), mão-pelada (Procyon cancrivorus), quati (Nasua nasua), cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), Jupará ( Potos flavus), Bugio (Alouatta guariba clamitans) e macaco-prego (Sapajus nigritus).

Já para as aves, destacam-se: Macuco (Tinamus solitarius), Pixoxó (Sporophila frontalis), Gavião-pombo-pequeno (Amadonastur lacernulatus), Gavião-pombo-grande (Pseudastur polionotus), Tiriba-grande (Pyrrhura cruentata) e Tiriba-de-orelha-branca (Pyrrhura leucotis).

Um local que precisa ser descoberto, mas que também precisa ser cuidado para que não acabe como outras áreas de Mata Atlântica que foram desmatadas em nosso estado.

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