segunda-feira , 24 julho 2017

Médico troca receita de mulher atendida por acadêmicas, em São Fidélis

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Fotos: SF Notícias.

Um dia após o SF Notícias publicar uma matéria denunciando que acadêmicos estariam usando carimbo de médico para assinarem receitas médicas no Hospital Armando Vidal, em São Fidélis, a redação recebeu o retorno de uma das fidelenses que relatou o problema, que teria ocorrido com ela na manhã de ontem (03.01). Na ocasião, a mulher acordou com sintomas de uma alergia, e foi atendida por duas acadêmicas no hospital, recebendo a receita de um remédio por uma delas, usando carimbo de um médico. Na receita, foi usado o carimbo de um médico da unidade, além da rubrica pessoal.

“Ela assinou a receita, disse que era acadêmica, e que se eu tivesse alguma dúvida, deveria procurar o médico que estava do lado de fora”, disse a leitora, na denúncia. O medicamento receitado, Loratadina, de 10 miligramas, estava correto. No entanto, as acadêmicas receitaram que fossem ingeridos três comprimidos ao dia, para melhor funcionamento do bloqueio da substância histamina, ajudando a diminuir os sintomas da alergia. No entanto, as acadêmicas não observaram as contra-indicações para mulheres grávidas, ou que tiverem amamentando, caso da paciente. O alerta foi feito por um farmacêutico, dizendo que ela deveria tomar o remédio apenas uma vez ao dia.

2A mulher, então, voltou ao hospital, e pediu para falar com o médico, o Dr. Paulo Roberto. Anteriormente, ao ser contactado pelo SF Notícias, ele disse que a informação da mulher não procedia, pois um acadêmico só assina em seu nome quando ele está ao lado para autorizar, o que não teria acontecido, segundo a denunciante. Desta vez, Paulo Roberto atendeu pessoalmente a mulher, concordando com o farmacêutico no uso de apenas um comprimido por dia. Além disso, solicitou a realização de um hemograma completo, para verificar a possibilidade de dengue ou zika vírus, hipótese não levantada pelas acadêmicas.

– Voltei no hospital e pedi pra falar com o médico. Ele realmente concordou com o farmacêutico, que a dose era somente um comprimido por dia. E me passou um exame de sangue, porque, o que era somente uma alergia para as acadêmicas, para ele pode ser dengue ou zika. Fui muito bem atendida por ele, mas acho um grande erro do hospital deixar as acadêmicas atenderem sem supervisão. – disse a leitora, que prefere não ser identificada.



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