quarta-feira , 7 dezembro 2016
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Morador de Cordeiro e campeão brasileiro de futebol para amputados irá carregar a tocha no município

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Dois moradores de Cordeiro irão carregar a Tocha Olímpica durante o revezamento pelo município. Um deles é o Fabrício Ferreira Garcia, que  sofreu um acidente de trabalho em abril de 2007, onde acabou perdendo a perna direita. Apaixonado por futebol, relata ter achado que a vida não seria mais a mesma sem o esporte que amava praticar. Em novembro daquele mesmo ano, assistiu na TV a um jogo de futebol de amputados do Campeonato Mundial e viu renascer a esperança de voltar a jogar futebol.

Os amigos passaram a incentivá-lo, e Fabrício se relacionou com jogadores da modalidade pela internet e não demorou muito para que ele começasse a treinar. Em 2010, participou da primeira competição, a Copa do Brasil de Futebol de Amputados, na qual a sua equipe obteve a terceira colocação.

Fabrício passou a colecionar títulos, como o de campeão brasileiro e campeão da Copa do Brasil, ambos pela equipe ANDEF. Também se sagrou campeão paulista pelo time da NUMEC/SP. Atualmente, joga pelo Audax/Osasco, equipe pela qual conquistou o I Open Brasil e o vice-campeonato da X Copa do Brasil, este ano.

O atleta cordeirense está cada vez mais engajado no projeto do Audax, ajudando a divulgar a modalidade pelo país e realizando um importante trabalho de inclusão. Apesar de ser praticado em 32 países, o Futebol de Amputados ainda não é modalidade paralímpica, mas a luta é grande para que seja logo incluída nos jogos. A Seleção Brasileira é tetra campeã mundial.

Fabrício Garcia afirma que será uma honra muito grande representar Cordeiro na condução do símbolo olímpico. “Será um momento único”, diz o escolhido pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.

2A outra condutora de Cordeiro será Ana Beatriz Pinto Schueller, de 20 anos. A história dela foi contada aqui no SF Notícias nesta semana. Ana Beatriz foi selecionada em uma campanha que escolheu alguns condutores através de indicações de pessoas com histórias de superação. Bia Schueller foi indicada após ter superado o preconceito por sofrer do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), problema que afetou sua adolescência.

Na infância, enquanto cursava o ensino fundamental, a garota praticava ginástica artística em um projeto de Cordeiro. Porém, quando ingressou no ensino médio, teve que abandonar o esporte após apresentar sintomas do TDAH. Para piorar, o desempenho na escola caiu de rendimento e Ana Beatriz teve que repetir o primeiro ano. Após constatado o transtorno, ela começou a fazer um tratamento fitoterápico, que não surtiu efeito. Logo surgiu o bullying na escola. A situação só começou melhorar quando Bia passou a usar outro medicamento.

O interesse pela ginástica renasceu quando a cordeirense começou a ser baliza na fanfarra da escola, e logo depois se interessou pela lira, instrumento que passou a tocar. O avanço no tratamento do TDAH fez com que Ana Beatriz passasse a ajudar os amigos que sofriam do mesmo problema, incentivando-os a estudarem mais e lutarem por seus sonhos. Hoje, ela se formou no Ensino Médio e pretende cursar faculdade de letras ou artes cênicas.

tocha friburgo

SFn

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