terça-feira , 22 outubro 2019

Moradora de São Fidélis é sequestrada na RJ-158 e tem arma apontada para ela durante assalto Ela foi ameaçada e obrigada a dirigir o próprio carro por cerca de 30 quilômetros com uma arma apontada para sua cintura

Ela foi ameaçada e obrigada a dirigir o próprio carro por cerca de 30 quilômetros com uma arma apontada para sua cintura

Vítima foi cercada ao reduzir em um quebra-molas

A rodovia do medo fez mais uma vítima. A rotina de crimes na RJ-158, no trecho entre Campos e São Fidélis, impõe medo, preocupação e desespero a quem precisa passar pela rodovia. Muitos andam até acima da velocidade permitida pela via para concluir o trajeto o mais rápido possível, mas em um determinado trecho, os motoristas são obrigados a reduzir a velocidade diante de seis quebra-molas que foram colocados em um dos pontos mais perigosos da rodovia. A solução mais barata encontrada pelo DER para reduzir acidentes provocou e ainda provoca uma onda de assaltos.

Dessa vez, uma morada de São Fidélis foi rendida, sequestrada e ameaçada. Ela teve uma arma apontada para o pescoço e foi obrigada a dirigir por cerca de 30 quilômetros com um bandido no banco de trás do seu carro. Era por volta das 14h40 de segunda-feira, primeiro dia do mês de julho de 2019. A Fotojornalista Lúcia Alonso, de 38 anos, seguia para um trabalho em Campos. Ela estava sozinha em seu carro quando, ao passar pelo trecho de quebra-molas, na localidade de Itereré, foi fechada por outro veículo onde havia dois homens. Um deles, armado, desceu do carro em que estava e entrou no banco de trás do automóvel da vítima, se colocou entre os bancos e apontou a arma para o pescoço da vítima.

Em um determinado momento o criminoso passou para o banco do carona e apontou a arma para a barriga da vítima, que foi obrigada a conduzir o próprio veículo por cerca de 30 quilômetros, até o Parque São Silvestre, na BR-101 em Campos, na região do Atacadão. Lá, ela foi obrigada a parar o carro no acostamento da rodovia para que o criminoso pudesse fugir. Ele levou R$ 550,00 em dinheiro, uma aliança e um anel de esmeralda. O criminoso ainda questionou a vítima sobre sua profissão, sua família, onde morava e se tinha mais dinheiro. Lúcia possivelmente não foi a última vítima, e todos que precisam usar a RJ-158 entre essas duas cidades sabem disso. Ela usou seu perfil em uma rede social para falar sobre o ocorrido (veja a postagem abaixo).

Então, quero alertar que o critério de seleção foi simplesmente por eu ser MULHER. E como sei disso? Porque o carro que vinha atrás de mim era pelo menos uns 10 anos mais novo e mais moderno mas dirigido por um homem. O meu carro é velho, mas eu sou mulher e é aí que está o peso. Não quero discurso de “se eu estivesse armada..” porque se eu estivesse eu nada faria! Tenho graduação em artes marciais e defesa pessoal mas numa situação dessa é apenas orar e entregar os bens rezando para não ser violada. É esse o meu primeiro sentimento, O DE NÃO SER VIOLADA. Não tive medo de morrer, mas o tempo todo eu pensei que minha família poderia estar comigo porque por obra de Deus, uma série de mudanças causou o cancelamento da consulta da minha filha. Eu fiz tudo o que o assaltante mandou, muitas vezes mais nervoso que eu, mas sempre com a certeza de que Deus está comigo e vai assumir o julgamento da vida dele. Com calma eu saí ilesa com perda de alguns bens, mas sã e salva. Dirigir com um assaltante no carona com uma arma apontada pra minha cintura por mais de 30 km é algo que leva tempo pra ser superado, mas eu consigo 🙏🏻“. 

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