Morte de menino de 11 anos em Itaperuna: mãe pede Justiça e polícia investiga se houve descarga elétrica em loja Mãe de João divulgou um texto nas redes sociais; a proprietária da loja também divulgou uma nota de esclarecimento

Mãe de João divulgou um texto nas redes sociais; a proprietária da loja também divulgou uma nota de esclarecimento

A Polícia Civil de Itaperuna segue investigando a morte de uma criança de apenas 11 anos, que supostamente teria sofrido uma descarga elétrica em uma loja. O SF Notícias publicou ontem uma matéria sobre o caso. João Pedro de Melo Donadio morreu dois dias após dar entrada no Hospital São José do Avaí. Na manhã do último sábado (01/02) ele foi junto com a mãe Eliane Amâncio até uma loja de roupas localizada na Avenida Cardoso Moreira, no Centro de Itaperuna. Ao SF Notícias, o delegado Dr. Sérgio Elias Santana Junior, disse que as imagens do circuito de monitoramento da loja mostram João brincando com um celular e sentando em uma superfície metálica, embaixo de uma arara de roupas. Em um determinado momento o menino desfalece. Ainda de acordo com o delegado, havia uma marca no nariz do menino indicando uma possível entrada de corrente elétrica. João foi socorrido e encaminhado para o hospital e teria sofrido pelo menos duas paradas cardíacas. Segundo o delegado, há relatos de pelo menos uma tentativa de reanimação, mas o menino não resistiu. Dr. Sérgio ressaltou que o celular que João estava brincando não estava conectado em tomada. Duas perícias foram feitas na loja; uma na segunda e uma nesta terça-feira (04). Também foi feita uma perícia no corpo do menino, que foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). (continua após a foto)

O delegado aguarda os laudos das perícias e do exame do IML, que irão identificar a causa da morte e se realmente houve uma descarga elétrica enquanto ele estava sentado na loja. O delegado contou ainda que uma funcionária do estabelecimento, que teve contato com João, prestou depoimento. Os donos do estabelecimento serão intimados. Abalada, a mãe do menino ainda não prestou depoimento. Ela é funcionária da Caixa Econômica e bastante conhecida em Itaperuna, o que gerou uma comoção grande na cidade. Eliane também trabalhou na agência de São Fidélis. Ela usou as redes sociais para pedir Justiça. “Posso dizer que anjos existem e que convivi com um durante 11 anos e 7 meses. Ele me fez forte, guerreira, linda (assim ele me chamava) todos os dias. Ele me ensinou a pureza, o amor, a importância de amigos, levava amizades muito a sério e amava seus amigos, gostava de festas e de muita gente, amava a Deus e orava todos os dias, mesmo quando eu cansada já ia dormir ele me chamava para orar. A dona (da loja) se quer me ajudou no socorro ou explicou a possibilidade do choque naquele local, e no primeiro momento entendi que desmaiou por alguma causa natural. Ele se foi, mas deixou um legado infinito, e jamais conseguirei viver sem lembrar de cada sorriso e do quanto me ensinou o amor e a verdade. Esta loja tem que fechar! Poderia ter acontecido com você ou seu filho! Eu quero justiça! Nada vai amenizar minha dor, mas quem conhece a Justiça em Itaperuna, por favor me ajude!”, postou Eliane. A proprietária da loja também usou as redes sociais para divulgar uma nota sobre o ocorrido. (continua após a publicidade)

“Eu, Maria das Graças, proprietária da loja Tigresa, venho através dessa nota prestar esclarecimento a todos meus clientes sobre o ocorrido em minha empresa. Com muita dor, pois é imensurável a perda de um filho para uma mãe e um pai”, começa a nota, que diz ainda que às 11h10, uma funcionária percebeu que o menino estava passando mal e deitado com o celular na mão em uma das araras. A nota diz ainda que essa funcionária prestou socorro ao menino e outra funcionária acompanhou a mãe e filho na emergência, ficando com eles por mais de uma hora. A nota diz ainda que durante as perícias, nada de irregular foi constatado e nenhuma arara foi indicada para que deixasse de ser usada. “Temos tudo gravado em nosso circuito de câmeras e todas as imagens já estão com as autoridades para apurar os fatos. Assim como todos, estamos em busca da verdade, e aguardando laudos para esclarecer o que realmente aconteceu naquele sábado. Eu, minha família e toda minha equipe estamos em oração por essa família que tanto sofre nesse momento”, conclui a nota. O corpo de João foi sepultado em Espera Feliz, em Minas Gerais.

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