MP cumpre mandados de busca e apreensão contra donos de casa de prostituição em Nova Friburgo Diligências constataram que boate mantém quartos com camas de casal e banheiros, no segundo andar, onde, mediante pagamento, os frequentadores têm relações íntimas com as mulheres que trabalham no local

Diligências constataram que boate mantém quartos com camas de casal e banheiros, no segundo andar, onde, mediante pagamento, os frequentadores têm relações íntimas com as mulheres que trabalham no local

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), realiza nesta terça-feira (22/10), uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos donos de uma casa de prostituição e Nova Friburgo. As diligências buscam apreender valores em espécie, cadernos de contabilidade, aparelhos de telefonia celular, listagem de clientes e outros bens que possam ter relação com as atividades de rufianismo e exploração de estabelecimento voltado para a prática de prostituição. Segundo o Ministério Público, os denunciados são responsáveis pela administração de uma boate que, entre as suas atividades, reserva espaço em seu interior para a prática de oferecimento de serviços sexuais em troca de pagamento.

Um dos denunciados figura como administrador do local desde 2003 e é tido pelos funcionários como o verdadeiro proprietário da boate. Já o segundo denunciado é sócio da sociedade empresarial, desde 2008. Diligências constataram que boate mantém quartos com camas de casal e banheiros, no segundo andar, onde, mediante pagamento, os frequentadores têm relações íntimas com as mulheres que trabalham no local. Agentes do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP/MPRJ) que estiveram no local verificaram que era cobrada uma taxa de comanda para ingresso, com inclusão de cobrança facultativa para a disponibilização de ‘programas’ por parte das funcionárias da boate, com preços que variavam entre R$ 150 e R$ 800. Além disso, as investigações demonstraram que as mulheres repassavam 30% do valor cobrado pelos ‘programas’ para um dos denunciados, numa espécie de tabelamento de preços. Já o segundo denunciado concorreu para o crime de manutenção de estabelecimento onde ocorre exploração sexual, conferindo legalidade à atividade ilícita desempenhada no local, com o intuito de obter lucro e participação nos ganhos.

Mais do SFn