terça-feira , 19 março 2019

MPRJ e Polícia Civil prendem acusados de matar Marielle Franco e Anderson Gomes Prisões ocorreram nesta madrugada; Um deles é policial militar reformado e o outro foi expulso da corporação

Prisões ocorreram nesta madrugada; Um deles é policial militar reformado e o outro foi expulso da corporação

Lessa e Elcio de Queiroz. Fotos: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e a Polícia Civil prenderam na madrugada desta terça-feira (12/03), na Operação Lume, Ronnie Lessa e Elcio Vieira de Queiroz, denunciados pelos homicídios qualificados da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio de Fernanda Chaves.

As prisões ocorreram por volta das 4h nas residências dos denunciados. Segundo a denúncia, as investigações concluíram através de várias provas, que Lessa foi o autor dos disparos, com a participação de Elcio que dirigia o Cobalt utilizado para a execução. Ronnie Lessa é policial militar reformado e Elcio foi expulso da corporação.

Para os promotores do GAECO/MPRJ, o crime foi meticulosamente planejado durante os três meses que antecederam o atentado. Além das prisões, a operação também realiza mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados para apreender documentos, telefones celulares, computadores, armas, acessórios, munições e outros objetos.

Junto com os pedidos de prisão e de busca e apreensão, o GAECO/MPRJ pediu ainda a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa. Também foi requerida a indenização por danos morais aos familiares das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor de Anderson até completar 24 anos de idade.

“É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia”, diz trecho da denúncia acrescentando que a barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito.

A Operação “Lume” se refere a uma praça no Centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista. No local, ela costumava se reunir com outros defensores dos Direitos Humanos e integrantes do Psol. Além de significar qualquer tipo de luz ou claridade, a palavra lume compõe a expressão ‘trazer a lume’, que significa trazer ao conhecimento público, vir à luz.


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