terça-feira , 12 novembro 2019

Na semana do aniversário, família mantém esperança em encontrar Diego, sequestrado em S.Fidélis Foi no dia 7 de março de 1987 que a vida dele e sua família começou a mudar

Foi no dia 7 de março de 1987 que a vida dele e sua família começou a mudar

Você já deve ter visto aqui no SF Notícias a história do Diego de Souza Ferreira Guimarães. Sequestrado quando tinha apenas dois anos, em São Fidélis. Diego, se estiver vivo, completou 35 anos nesta semana, no dia 26 de agosto. Foi no dia 7 de março de 1987 que a vida dele e sua família começou a mudar. São 32 anos de buscas; de luta e de esperança de que Diego esteja vivo, e de que um dia ele e seus familiares irão se reencontrar. “Feliz aniversário, meu irmão! Hoje é seu dia, pois nasce Diego, o menino tímido, desconfiado, amoroso. Foi tão especial sua chegada à família ao nascer! Trazendo alegria, sonhos e planos nos corações de seus pais. Mas de repente, em apenas um piscar de olhos, tudo mudou; passando de sonho para pesadelo infindável… (até o momento de hoje)“, postou a irmã de Diego, Tatiane Guimarães, em um perfil dedicado a contar a história que mexe com São Fidélis

A família de Diego estava em uma viagem de férias em um sítio na localidade conhecida como Laranjal, no município, quando ocorreu o sequestro. Tatiane relatou que eles saíram do Rio de Janeiro para passar as férias na casa da avó, Beltilde Barreto, mas o que seria alegria, virou tristeza. O menino foi levado por uma mulher e, desde então, a família nunca mais teve contato com Diego. Reportagens daquela época, guardadas pela família, mostram que Diego teria sido visto embarcando em um ônibus em São Fidélis com destino ao município de Nova Iguaçu. A família conseguiu descobrir que o menino foi visto saindo de um ônibus com uma mulher no bairro dos Cavalheiros, em Duque de Caxias. Ano passado eles chegaram a receber uma ligação dizendo que Diego estaria em São Fidélis atualmente, mas essa informação não se confirmou até o momento. Segundo Tatiane, a mulher (que levou Diego) e seus dois irmãos chegaram a ser presos no município de Belford Roxo, quatro meses após o sequestro, mas foram liberados e a história segue sem um final. “No mesmo ano do sequestro, no mês do aniversário de Diego, os sequestradores ligaram para dar satisfação que Diego estava bem e que tinha ganhado bolo e bola para comemorar. Foi a juízo, mas infelizmente por falta de verbas para pagar um bom advogado, os sequestradores foram absolvidos (mesmo com todas as provas, gravações). À ouvir do juiz…(pena que à senhora não teve condições financeiras para esse caso)”, postou Tatiane em seu perfil no Facebook.

Ao lembrar do aniversário do irmão, Tatiane classifica como um milagre a volta de Diego. “E hoje, ao completar mais um ano de sua existência, trago em meu coração um versículo que faz de minhas dores e lágrimas o motivo de continuar crendo nesse milagre; a sua volta. Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. (Lamentações 3 21-24)“.

Em 2016, Tatiane e sua mãe, Maria Lucileide Ferreira de Souza, de 55 anos, foram até a Delegacia de Descoberta de Paradeiros da Polícia Civil (DDPA). Lá, com ajuda do artista forense Carlos Valadão, de 54 anos, a Polícia Civil simulou a aparência física que crianças teriam atualmente, a partir de fotos da época em que desapareceram. Uma nova oportunidade; uma nova chance; um novo recomeço nas buscas por essas crianças. Especializada em solucionar desaparecimentos, a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) já resolveu 88% dos casos investigados. Entre setembro de 2014, quando foi inaugurada, e dezembro do ano passado, 2.491 pessoas desapareceram. Deste total, 2.192 foram encontradas pelos policiais da especializada e 299 casos estão em andamento. A maior parte dos desaparecidos são adultos, entre 18 e 59 anos, que correspondem a 54% dos casos. Em seguida, estão os jovens, de 0 a 17 anos, que são 35% dos registros. Os idosos, com mais de 60 anos, representam 11%.

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