segunda-feira , 27 janeiro 2020

ONG questiona despejo de resíduos no Rio Macuco após limpeza em estação de tratamento em Monnerat De acordo com a ONG Ser da Terra, os resíduos retirados do reservatório foram lançados no rio, causando assoreamento

De acordo com a ONG Ser da Terra, os resíduos retirados do reservatório foram lançados no rio, causando assoreamento

Fotos: Divulgação/ ONG Ser da Terra

Uma ação de limpeza em um reservatório da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) no distrito de Monnerat, em Duas Barras, está levantando questionamentos quanto ao descarte dos resíduos. A ação emergencial para desassorear a barragem de captação, que faz parte do complexo de abastecimento dos municípios de Duas Barras, Cordeiro e Cantagalo, foi realizada nesta terça-feira (10/12), e acompanhada por membros da ONG Ser da Terra. De acordo com o presidente da ONG, Rogério Bernardes, que reconheceu a necessidade da limpeza, todo o material retirado da barragem foi jogado em outro ponto do Rio Macuco, provocando o assoreamento de um trecho. Ele afirma que havia sido acordado anteriormente que os resíduos seriam levados para uma área adequada e questiona se o descarte – que pode configurar crime ambiental devido ao assoreamento do rio – foi autorizado pelos órgãos ambientais competentes. (Continua após a publicidade)

Ainda de acordo com o presidente da ONG, o Secretário de Meio Ambiente de Duas Barras foi questionado sobre o descarte dos resíduos no rio, e o mesmo informou que desconhecia o fato, e que iria solicitar informações ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea). “Não sabemos se o Inea autorizou. A Secretaria de Meio Ambiente de Duas Barras não foi ao local. O tratado foi retirar a areia, aquele material, colocar em caminhões e levar para local adequado” – disse Rogério. O SF Notícias questionou a Cedae se houve autorização do Inea, e aguarda um posicionamento da estatal. Também entramos em contato com o Inea, questionando sobre a autorização, mas ainda não obtivemos respostas.

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