terça-feira , 18 dezembro 2018

ONU realiza atividades em comemoração ao Dia da Não Violência contra a Mulher

Fotos: Arquivo
Fotos: Arquivo

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual, cerca de 120 milhões de meninas já foram submetidas a sexo forçado e 133 milhões de mulheres e meninas sofreram mutilação genital. Hoje (25), se comemora o movimento feminista na luta contra o silêncio sobre essas violações, sendo o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher.

Uma dentre as atividades promovidas para esta comemoração, está programado pela ONU Mulheres, organização das Nações Unidas dedicada à igualdade de gênero, uma iluminação no prédio da entidade em Brasília e também a sede principal, em Nova York, com a cor laranja, até o dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, no âmbito dos chamados 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero.

Para o dia de hoje, no Rio de Janeiro, haverá exposição de grafite, oficina e roda de conversa sobre violência contra a mulher. Amanhã será a vez de um debate na internet sobre os compromissos assumidos pelos países para enfrentar a violência, além das políticas públicas para garantir os direitos das mulheres. Existem mais eventos programados no Brasil para os dias 26 e 27, e ainda seguindo para o mês de dezembro, podendo ser conferidas no site da União.

Fruto da 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, a campanha também alerta para o cumprimento da Plataforma de Ação de Pequim, que listou 12 áreas de trabalho como Mulheres e Pobreza e Mulheres e a Mídia, e apontou ações concretas que deveriam ser desenvolvidas pelos países signatários para promover a igualdade de gênero.

Quase 20 anos depois da aprovação do texto, mais de dois terços dos países aprovaram leis contra a violência doméstica, em decorrência das propostas elaboradas em Pequim, segundo a ONU. As leis, contudo, não têm sido cumpridas a contento, na avaliação da organização. Além disso, o objetivo de “prevenir e eliminar todas as formas de violência contra as mulheres e meninas” segue distante.

 


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