terça-feira , 22 outubro 2019

Operação prende quadrilha de roubos de carga que atuava na BR-101 entre Campos e Silva Jardim As investigações apuraram que o bando agia no trecho desde 2016, e realizava as interceptações sempre de forma violenta. Os bandidos usavam veículos clonados na abordagem, além de armas de fogo e agressões verbais e psicológicas, e possuía um especialista em “desarmar” sistemas de rastreamento

As investigações apuraram que o bando agia no trecho desde 2016, e realizava as interceptações sempre de forma violenta. Os bandidos usavam veículos clonados na abordagem, além de armas de fogo e agressões verbais e psicológicas, e possuía um especialista em “desarmar” sistemas de rastreamento

Fotos: divulgação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil prenderem cinco pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa especializada em roubo de cargas na BR-101, no trecho entre os municípios de Silva Jardim e Campos. O objetivo da operação denominada “Pista Segura” é cumprir mandados de prisão preventiva contra sete integrantes do grupo, e de busca e apreensão de documentos e aparelhos eletrônicos e celulares, nos endereços dos denunciados. A ação conta com o apoio de agentes da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI/MPRJ).

De acordo com a denúncia, o grupo era liderado por Washington Luiz da Silva Gomes, vulgo “galo cego”, “cicatriz” ou “cabeça”. Era ele quem recrutava e distribuía as tarefas dentro da quadrilha, fornecia armamentos e organizava a estratégia de abordagem e a logística de descarregamento dos caminhões. Na denúncia, além de Washington, o GAECO/MPRJ requereu à Justiça a prisão preventiva dos outros seis integrantes da quadrilha: Denis Leal; Dinaldo Machado; Fabiano Oliveira Costa; Abraão Marcus Fontes Souza; Carlos Eduardo Coutinho da Silva e Suell Marques de Brito, vulgo “Valmir”. Dinaldo e Fabiano já estão presos, detidos em flagrante em razão de roubo de cargas. As investigações apuraram que o bando agia no trecho desde 2016, e realizava as interceptações sempre de forma violenta contra caminhoneiros e ajudantes. O bando utilizava veículos com placas clonadas na abordagem, com uso de armas de fogo e agressões verbais e psicológicas, e possuía um especialista em “desarmar” sistemas de rastreamento e um motorista próprio, que conduzia o caminhão até local escolhido, geralmente um matagal. Eles mantinham os integrantes em cativeiro até que o veículo fosse totalmente descarregado.

O GAECO/MPRJ entende que o crime da organização criminosa, especializada em roubo de cargas, causou inegáveis prejuízos sociais e comerciais para a região, principal rota de acesso da Capital ao interior do Estado. De acordo com a denúncia, a prisão de toda a organização é fundamental “como forma de se amenizar a intranquilidade social gerada, bem como fortalecer a credibilidade da Justiça, e que os indiciados, caso soltos, voltariam a delinquir, como forma de compensar o prejuízo perdido. Além disso, os denunciados têm tais práticas delitivas como meio de vida, indicando a certeza da reiteração criminosa”, aponta o documento.

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