terça-feira , 19 setembro 2017

Paduana que mora nos Estados Unidos relata momentos de tensão durante a passagem do furacão Harvey Menara mora em Houston, no Texas, e quase toda a cidade ficou embaixo d'água devido ao exorbitante volume de chuva registrado

Menara mora em Houston, no Texas, e quase toda a cidade ficou embaixo d'água devido ao exorbitante volume de chuva registrado

Allen Parkway a 15 minutos da casa de Menara. Fotos: Arquivo pessoal

Morando na cidade de Houston, no estado do Texas, nos Estados Unidos, a paduana Menara Fialho soube do furacão Harvey na última quarta-feira (23/08), quando acompanhou o marido a trabalho na cidade de Corpus Christi.

Em entrevista ao SF Notícias, ela relatou os momentos de tensão vividos durante a passagem do fenômeno. Como mora há apenas um ano na cidade, foi a primeira vez que Menara precisou se preparar para a passagem de um furacão.

“Eu nunca havia passado por algo dessa dimensão e duração. Mas eu estava em Kathmandu (Nepal), quando houve o terremoto de Sikkim, cuja magnitude foi de 6,9 graus. Eu e meu marido estávamos em um restaurante, quando de repente tudo começou a tremer, objetos caíam no chão, e as pessoas começaram a gritar desesperadas, e sair correndo para a rua. Não nos ferimos” – conta.

“Desculpe, estamos sem água” – em supermercado da cidade.

Com o alerta de chegada do fenômeno, ela relata que a prioridade era estocar comida e água para ao menos uma semana.

“Naquele momento, acho que ninguém tinha noção exata do que estava por vir. Na sexta-feira (25/08), itens como água e pão já estavam em falta em alguns supermercados. Algumas pessoas estavam alugando geradores. Fizemos nosso estoque, e no sábado, a situação ainda estava relativamente tranquila, com uma chuva leve. No domingo é que a situação piorou muito. Chovendo forte e sem parar, e os índices de água nas ruas subiram muito. Vale ressaltar que, aqui em Houston, não houve ventos fortes. O problema aqui foi a chuva. Na segunda-feira continuou chovendo muito, e grande parte da cidade já estava debaixo d’água. As aeroportos foram fechados, muitas vias expressas ficaram bloqueadas. As equipes de resgate, assim como voluntários, trabalhavam incessantemente para resgatar as pessoas cujas casas estavam enchendo de água” – disse.

Bairro em que a paduana mora não sofreu grandes prejuízos.

Menara afirma que sua família, que mora em Pádua, ficou mais aflita que ela mesma, porque ela e o marido se prepararam de acordo com o recomendado. “Eu tive acesso à internet e tefefonia o tempo todo, mas fiquei tão envolvida na preparação para a chegada do furacão, que acabei não checando minhas mensagens com a frequência que deveria, e com isso minha família ficou preocupada. Assim que me toquei, entrei em contato com eles” – explicou.

Para ela, a cidade respondeu bem ao furacão, pois o número de fatalidades poderia ter sido muito maior se não houvesse o plano de preparação  e resposta rápida por parte das autoridades, equipes de resgate, e voluntários. “Nesse sentido, uma coisa que eu gostaria de ressaltar é que houve muita solidariedade por parte das pessoas, e isto com certeza fez muita diferença. Teve gente de outras cidades do norte do Texas que dirigiu por 3h até Houston, trazendo seus barcos na carroceria, para ajudar no resgate de pessoas ilhadas” – contou.

Quatro dias após o furacão Harvey chegar à costa do Texas, a situação, de acordo com Menara, está melhor. “Harvey está se movendo pelo leste do Texas e oeste da Luisiana, e com isso, a chuva deu uma trégua na cidade. Desde ontem (28) à tarde os níveis de água começaram a baixar, e hoje, já vemos o céu azul e o sol brilhando sobre a cidade” – finalizou.

 


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