segunda-feira , 11 dezembro 2017

Para comprar equipamentos, integrantes da Roda Cultural vendem salgados pelas ruas de São Fidélis Clientes ganham ainda uma rima exclusiva, feita na hora

Clientes ganham ainda uma rima exclusiva, feita na hora

Buscando uma melhor qualidade em suas apresentações, os integrantes da Roda Cultural de São Fidélis, que se tornou um verdadeiro projeto social, ajudando diversos jovens, decidiram vender um produto para arrecadar dinheiro.

Com um isopor cheio de coxinhas ou empadas, eles estão percorrendo ruas do centro da cidade e vendendo os salgados por apenas R$ 2,00. Mas não é só isso. Os clientes ganham ainda uma rima exclusiva e feita na hora.

“Surgiu a ideia da gente botar algum produto no mercado pra gente poder tá recolhendo dinheiro porque a gente chega pra fazer o nosso trabalho na praça e falta estrutura de som, iluminação, então certas coisas a gente quer comprar pro movimento e algumas outras pra montar um estúdio pra fazermos nossa produção” – disse Neto Potiguar um dos idealizadores da Roda.

Movimento

De acordo com Potiguar, cerca de 20 a 30 jovens participam do movimento e 15 fazem rima.  O grupo se reúne todas as quintas na pracinha próxima ao Colégio Estadual Barão de Macaúbas, em uma batalha de rima. Já aos sábados eles promovem a Roda Cultural na Praça Guilherme Tio de Azevedo, mesclando arte, música, poesia, entre outros.

“A gente está vendendo para estruturar a Roda e botar todo mundo pra rimar, pra quem não tem

acesso a um violão ter ali, nunca viu um grafite, trazer pra cidade pra aumentar a cultura. A cidade é cheia de talentos então com a montagem do estúdio, a gente pode abrir portas pra muita gente, produzindo uma matriz dentro da cidade” – disse o rapper.

“Acho importante divulgar para quebrar aquela parada de quem olha e porque é rap, é rima, tem a visão totalmente errada do movimento, acha que é coisa errada. Então a gente tá mostrando que é diferente, eu sou da igreja e me amarro no movimento”- disse Daniel Nascimento. “Acaba marginalizando a cultura por ser uma coisa da minoria” – ressaltou João Pedro, um dos integrantes do grupo.

Os interessados em ajudar podem entrar em contato com o grupo através do número (22) 9-9914-8199 ou pela página da Roda Cultural no Facebook.

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