quarta-feira , 19 junho 2019

Pesquisa descobre 20 espécies de abelhas e 30 de borboletas no Parque do Barreto em Macaé Pesquisa científica começou em dezembro de 2018 e terminará em dezembro de 2020

Pesquisa científica começou em dezembro de 2018 e terminará em dezembro de 2020

Uma pesquisa científica realizada no Parque Municipal Restinga do Barreto, em Macaé, descobriu a a presença de cerca de 20 espécies de abelhas e de 30 espécies de borboletas na unidade.

A pesquisa “Diversidade de polinização e seus recursos florais no Parque Municipal Restinga do Barreto” começou em dezembro de 2018 e terminará em dezembro de 2020, é coordenada pelo pesquisador, doutor em Entomologia (Estudo de Inseto) e professor de biologia do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade, (o antigo Nupem, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ), Vinícius Albano.

“O objetivo da ação é inventariar os polinizadores que existem nesse parque, que é um importante espaço brasileiro de restinga”, conta ele.

A polinização é o processo que garante a produção de frutos e sementes e a reprodução de diversas plantas, sendo um dos principais mecanismos de manutenção e promoção da biodiversidade na Terra. Das espécies conhecidas de plantas com flores, 88% dependem, em algum momento, de animais polinizadores.

“Queremos mostrar a importância do Parque do Barreto para a manutenção da vida silvestre”, diz o pesquisador, ressaltando que no local foram encontradas abelhas como ‘Centris’, ‘Xylocopa’, ‘Englosa’, entre outras. “São abelhas nativas do Brasil de grande importância para a polinização das plantas da restinga”, explica.

As borboletas também são usadas na educação ambiental. Vinícius é auxiliado pela bióloga Amanda Soares e por seis alunos de graduação de Biologia, faz a coleta desses animais com rede entomológica, além de os apanhar via atrativos olfativos.

De acordo com o coordenador do Parque do Barreto, o biólogo Henrique Abrahão Charles, a importância dessa pesquisa é, justamente, fundamentar a necessidade de criação dos parques urbanos em toda a cidade.

“Eles são de fácil acesso. Neles ocorrem  aprendizado e lazer da população. São fundamentais para a preservação do Meio Ambiente”, pontua.

Comenta que se as abelhas desaparecerem da natureza, as florestas também serão raras, até a produção agrícola será afetada. “As abelhas são os principais agentes polinizadores das plantas”, completa.


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