terça-feira , 25 setembro 2018

Polícia Civil prende 149 pessoas, apreende sete menores e desarticula quadrilha de milicianos no Rio Eles estavam participando de uma festa em um sítio; Houve troca de tiros e quatro pessoas morreram

Eles estavam participando de uma festa em um sítio; Houve troca de tiros e quatro pessoas morreram

Fotos: divulgação

Agentes da Polícia Civil do Rio prenderam neste sábado (07/04) um grupo de 149 pessoas e apreenderam sete menores. Eles são suspeitos de participarem de uma quadrilha de milicianos em Santa Cruz, na Zona Oeste.

O grupo participava de uma festa, em um sítio, quando foi surpreendido pelos agentes. Houve troca de tiros e quatro pessoas morreram. Durante a ação foram apreendidos ainda 30 fuzis e 20 pistolas. De acordo com a Polícia Civil, o evento era patrocinado pela “Liga da Justiça”, uma das organizações criminosas mais famosas daquela região. A operação policial contou com agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Divisão de Homicídios, 27ª Delegacia de Vicente de Carvalho e 35ª Delegacia de Campo Grande. O número de detidos foi tão grande que foram precisos dois ônibus para fazer o transporte até a Cidade da Polícia.

Ainda segundo a Polícia, a operação foi resultado de aproximadamente dois anos de investigação. O local onde acontecia o evento era usado como “quartel-general da milícia”. De lá, o grupo saía para atuar nas comunidades da cidade. No sítio foram encontrados ainda ingressos numerados, copos personalizados com o nome da festa e “pulseiras vips”.

Ainda no sítio os policiais encontraram 13 fuzis, 15 pistolas, quatro revólveres, carregadores, uma granada e dez carros roubados. Segundo a investigação da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital, Wellington da Silva Braga, conhecido como “Ecko”, é apontado como o chefe da maior milícia do estado e estaria no local. O miliciano conseguiu escapar do cerco da polícia pelos fundos do sítio.

Ainda de acordo com o chefe de Polícia, milicianos disputam áreas e mantêm moradores sujeitos a leis próprias em troca de uma alegada segurança. E seus métodos nos últimos anos se diversificaram – eles cobram por quase todas as atividades que movimentam dinheiro nas comunidades.


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