quarta-feira , 18 setembro 2019

Polícia Civil registra aumento de prisões de agressores de mulheres no estado Trabalho das DEAMs foi intensificado desde janeiro deste ano

Trabalho das DEAMs foi intensificado desde janeiro deste ano

O crescimento dos casos de violência contra a mulher despertou a preocupação da Secretaria de Estado de Polícia Civil. Desde então, a instituição vem intensificando as ações de investigação e prevenção contra este tipo de crime. Como resultado deste trabalho, o número de prisões de autores de agressões contra mulheres chegou a 210 nos três primeiros meses de 2019, o que representa um aumento de 229% em comparação a 2018.

– Desde janeiro, a Polícia Civil do Rio vem reforçando as ações para o enfrentamento da violência contra a mulher. Só nos primeiros meses de 2019, conseguimos proteger cerca de 200 vítimas. Nosso trabalho, tanto de investigação quanto de prevenção, é contínuo e visa sempre à interrupção do ciclo da violência – afirmou a delegada Juliana Emerique, coordenadora- geral das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (CGDEAM).

A difusão da informação, principalmente por meio das redes sociais, sobre o ciclo da violência e os diversos tipos de violação de direitos são fatores que a delegada atribui para que mais mulheres tenham coragem para denunciar os abusos.

– Hoje, vemos um acesso maior aos grupos de mulheres que falam sobre a violência doméstica. Isso acaba despertando uma maior conscientização dos seus direitos e, por consequência, o empoderamento – ressaltou.

A diretora cita a criação da Coordenadoria Geral das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher como outro ponto positivo.

– Com a coordenadoria, foi possível dar mais visibilidade a esse tipo de crime, além de fornecer mais autonomia às delegacias especializadas para que os processos tenham mais celeridade – comemorou.

Ao todo, 14 DEAMs no estado

O Rio de Janeiro conta com 14 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher. As equipes são treinadas para atender às vítimas de violência com um serviço humanizado em ambientes acolhedores. Segundo dados do Dossiê Mulher, do Instituto de Segurança Pública (ISP), a maior parte dos casos são registrados nas residências, ou seja, quando o agressor é um conhecido – marido, pai, irmão, tio, vizinho.

– A maior porcentagem dos casos de violência está na casa ou próxima da vítima. Por isso, é importante que o cidadão não se omita quando testemunhar uma agressão contra a mulher. O silêncio mata. Ainda lembramos que a violência não se manifesta somente na forma física. Ela pode ser moral, psicológica, sexual e patrimonial. A culpa nunca é da vítima – concluiu a delegada.


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