Polícia cumpre mandado em Santa Maria Madalena durante operação contra fraude em licitações O objetivo da operação é cumprir seis mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão contra a quadrilha. Os policiais também vão cumprir mandados para bloqueio de contas bancárias dos investigados e o sequestro de bens e imóveis de luxo

O objetivo da operação é cumprir seis mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão contra a quadrilha. Os policiais também vão cumprir mandados para bloqueio de contas bancárias dos investigados e o sequestro de bens e imóveis de luxo

Fotos: Polícia Civil

A Polícia Civil, por meio do Departamento Geral de Combate à Corrupção e a Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), deflagrou na manhã desta terça-feira (12) uma operação para desarticular uma organização criminosa que fraudava licitações. Os alvos são empresários suspeitos de fraudar uma licitação para aquisição de papel para a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, em maio de 2016, num contrato de mais de R$ 10 milhões. Em nota a Polícia Civil informou que as investigações tiveram início partir de informações encaminhadas pela Controladoria Geral do Estado (CGE), após encontrar indícios de duas empresas que poderiam estar lesando a concorrência na disputa. Com base em trabalho de investigação e análise dos dados o DGCOR-LD chegou à identificação da quadrilha e o esquema praticado por eles.

O objetivo da operação é cumprir seis mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão contra a quadrilha. Os policiais também vão cumprir mandados para bloqueio de contas bancárias dos investigados e o sequestro de bens e imóveis de luxo avaliados em aproximadamente R$ 10 milhões localizados nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caixas, Angra dos Reis, Araruama e Santa Maria Madalena. Entre os imóveis estão mansões de luxo e fazendas adquiridas a partir da fraude.

A Justiça determinou o sequestro de uma lancha, de uma casa em Angra dos Reis e de um sítio em Santa Maria Madalena. Ainda de acordo com a Polícia Civil, foi expedido mandado de prisão temporária para Walter José da Silva, que é apontado como chefe do esquema. Na casa de Walter, a polícia encontrou cerca de mil dólares e R$ 20 mil em espécie. Também foram expedidos mandados para Robson Portugal Silva, Valter Marques Filho, Sthefany Alves Marques, Emily Marques de Souza e Evelyn Marques de Souza. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada do Crime Organizado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. As duas últimas não foram encontradas, pois estão em viagem fora do Brasil.

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