quarta-feira , 21 agosto 2019

Polícia faz operação contra acusados de participar de organização criminosa em Campos Segundo as investigações, além do comércio ilegal de entorpecentes, a quadrilha pratica crimes como homicídio, sequestro e extorsão

Segundo as investigações, além do comércio ilegal de entorpecentes, a quadrilha pratica crimes como homicídio, sequestro e extorsão

Doze pessoas foram presas em uma operação deflagrada contra o tráfico de drogas em Campos, no Norte Fluminense, e em Porciúncula, no Noroeste. O objetivo da ação, que envolveu o Ministério Público do Estado, a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Militar (PMERJ) e o Grupo de Operações com Cães da Guarda Civil Municipal de Campos (GCM-GOC), é desarticular uma organização criminosa que atua na Baixada Campista.

Os policiais apreenderam mais de R$ 10 mil, 832 pinos de cocaína, balanças de precisão, munições e celulares. Foram expedidos 36 mandado de prisão e busca e apreensão. De acordo com as investigações conduzidas pelo GAECO/MPRJ e pela 134ª Delegacia de Polícia, a organização criminosa, que além do comércio ilegal de entorpecentes pratica crimes como homicídio, sequestro e extorsão, é comandada por Fernando Balbinot, também conhecido como “FB”. Além das prisões temporárias, a operação cumpre mandados de busca e apreensão em 26 endereços pertencentes aos acusados.

As investigações tiveram início com a prisão em flagrante, em abril de 2018, de “FB” e Jonatas Nunes de Barros, conhecido como “Cocão”, quando foram apreendidas armas de fogo, munição, drogas e um caderno de anotações do tráfico contendo informações preliminares sobre locais de armazenamento de armas de fogo e munições da organização criminosa. Elas mostraram que, diante das disputas travadas pelo tráfico local e com as prisões dos líderes à época, “FB” expandiu suas atividades e passou a dominar o tráfico em Goytacazes e Nova Goytacazes, além de fornecer arma e entorpecentes para integrantes de facções criminosas em outros distritos.

Na estrutura criminosa, “FB” aparece como a principal liderança da Baixada Campista e, mesmo custodiado no presídio Carlos Tinoco da Fonseca, continua a exercer o tráfico de drogas, ordenando ações ilícitas da cadeia onde se encontra. E, visando expandir a atividade criminosa, “FB”, que inicialmente dominava apenas o território de Goytacazes e Nova Goytacazes, incorporou à sua organização outros indivíduos por toda a Baixada Campista, formando uma equipe com gerentes e associados com funções diversas, passando a atuar também no Farol de São Tomé, Saturnino Braga, Mineiros, comunidade do Transmissor, Baixa Grande, além do Município de Porciúncula.


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