quinta-feira , 5 dezembro 2019

Ponte Metálica de São Fidélis, a ‘ponte de um carro só’, completa 130 anos Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM) acredita que ela seja a primeira ponte de aço do Brasil; Mas, mesmo tombada pelo Inepac, sofre com a ação do tempo e abandono do poder público

Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM) acredita que ela seja a primeira ponte de aço do Brasil; Mas, mesmo tombada pelo Inepac, sofre com a ação do tempo e abandono do poder público

Conhecida como a ‘ponte de um carro só’, devido ao período em que foi a única via de acesso para veículos entre o Centro de São Fidélis

, e o segundo distrito, Ipuca, a Ponte Metálica completa neste dia 16 de agosto 130 anos. Nesta mesma data, no ano de 1889, a ponte, que foi construída para atender o transporte ferroviário, era inaugurada. Com estrutura metálica de origem inglesa, segundo a Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM), a ponte foi construída pelo Barão de Mauá, sendo fundida em estaleiro na Ponta de Areia, em Niterói, sob a supervisão do engenheiro inglês Dadgson. A ABCEM acredita que a ponte, que se tornou um cartão postal de São Fidélis, tenha sido a primeira de aço no Brasil.

Em 2002, a Ponte Metálica foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Cultural (Inepac). Entretanto, a mesma vem perdendo sua beleza a cada dia, com a ação do tempo e com o descaso do poder público. Em julho de 2011, foi iniciada uma obra de revitalização da ponte, que prometia ser entregue em dezembro daquele mesmo ano. Mas, a mesma só foi reaberta – sem que a obra estivesse totalmente concluída – três anos depois, em abril de 2014. No pacote de obras, estava incluso a restauração do piso central e das passarelas, iluminação e pintura da ponte.

Em 2016, o SF Notícias publicou uma matéria sobre a situação da ponte (Reveja AQUI). Naquele ano, a ponte apresentava piso irregular, rachaduras, falta de pintura, além da ferrugem que tomou conta das vigas. De lá pra cá, apenas a iluminação foi melhorada. Em novembro do ano passado, devido a um curto-circuito, metade da “ponte de um carro só” ficou sem luz. A Prefeitura, então, inciou um trabalho de restauração da iluminação, trocando lâmpadas quebradas e instalando novas, mais eficientes. Hoje, a ponte celebra seus 130 anos ainda com piso irregular, rachaduras, pichações, grades de proteção soltas e sujas, entre outros problemas, sem previsão de reparos ou de uma nova obra, que realmente cumpra o prometido.

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