Porciúncula enfrenta a maior enchente da história; uma pessoa morreu e quase 90% da cidade está debaixo d’água Durante a madrugada o nível do Rio Carangola chegou a 8.22 m, sendo que a cota de transbordo é de 5.20 m. Segundo a Defesa Civil, cerca de 1.500 pessoas estão sendo afetadas de alguma forma pela cheia

Durante a madrugada o nível do Rio Carangola chegou a 8.22 m, sendo que a cota de transbordo é de 5.20 m. Segundo a Defesa Civil, cerca de 1.500 pessoas estão sendo afetadas de alguma forma pela cheia

Fotos: Prefeitura de Porciúncula

O município de Porciúncula, no Noroeste Fluminense, está enfrentando a pior enchente de sua história. O Rio Carangola atingiu sua cota de transbordo nesta sexta-feira (24/01) e continuou subindo até a madrugada deste domingo (26), quando atingiu seu maior nível da história na cidade, marcando 8.22 m. A cota de transbordo é de 5.20 m. Segundo a Defesa Civil, cerca de 200 pessoas estão nos abrigos disponibilizados pela Prefeitura, mas muitas foram para casa de amigos e familiares. A estimativa da Defesa Civil é de que 1.500 pessoas estão sendo afetadas de alguma forma pela cheia. Segundo o órgão, o nível do rio começou a baixar, e na última medição estava em 7.96 m. (continua após a foto).

Ainda de acordo com a Defesa Civil, 90% da cidade foi inundado e apenas uma pequena parte do Centro não foi tomada pela água. “Apenas um miolo do Centro, uma parte mais alta, não foi inundado”, disse a Defesa Civil. Na noite deste sábado (25) um homem identificado como Anderson Luís Gomes Porto, de 44 anos, morreu afogado. Segundo a Defesa Civil ele tentou passar por uma rua inundada, onde o rio estava muito alto. Em sua página na rede social a Prefeitura pediu doações de água, já que não há mais água à venda na cidade. A Cedae interrompeu temporariamente o funcionamento da Estação de Tratamento de Água (ETA) do município. A estação entrará em operação imediatamente após a normalização do nível do rio, retomando o fornecimento de água. No entanto, o abastecimento pode levar até 24 horas para ser normalizado por completo em alguns locais, como ruas altas e pontas de sistema. O governador colocou a estrutura do Governo do Estado à disposição das cidades para minimizar os danos causados aos moradores.

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