segunda-feira , 12 novembro 2018
Fotos: SF Notícias/ Reprodução

Prefeitura de Aperibé continua usando lixão clandestino mesmo após ação da Polícia Ambiental Moradores reclamam de transtornos causados pela prática e denunciam crime ambiental.

Moradores reclamam de transtornos causados pela prática e denunciam crime ambiental.

Fotos: leitores

Um terreno usado como aterro irregular pela prefeitura de Aperibé, tem preocupado e causado transtorno a moradores da cidade. Vizinhos do terreno que fica no Condomínio Industrial na RJ-116, estão tendo que conviver com o mal cheiro, fumaça e com amimais como mosquitos e roedores que por vezes invadem as residência.

O caso já recebeu a atenção da Polícia ambiental que na semana passada, conduziu o subsecretário de meio ambiente do município até a delegacia de Pádua onde um registro de ocorrência foi confeccionado. Mas ao que parece, a prefeitura não está preocupada com a população e nem com crime ambiental que vem praticando pois  continua usando o espaço como Lixão clandestino para depositar o lixo coletado na cidade.

Segundo informações de leitores, além de usar o local indevidamente, a prefeitura ainda está enterrando e, às vezes, queimando o lixo. “Fizeram até um canal para penetração do chorume no solo”, disse um dos leitores que procuraram o SF Notícias.

“Eu não consigo nem almoçar direito. Minha casa fica toda fechada. Tem de tudo ali,  material hospitalar, como seringas, e lâmpada florescente. Nem a nascente que passa no meu quintal eu posso usar”, disse Fernando Costa, outro leitor que procurou nossa redação.

Fernando contou que mora no local há dez anos, e que essa é a segunda vez que a Prefeitura usa o local. A primeira foi em 2013, mas o lixão clandestino foi desativado após ele ter protocolado uma petição na secretaria de meio ambiente e acionado o Ministério Público.

continua após a foto

“No sábado eles retiraram uma caçamba, mas hoje, voltaram a despejar lixo aqui. Eu fui até a secretaria na parte da manhã para conversar com eles, mas o secretário de meio ambiente estava saindo de moto e pediu que retornasse na parte da tarde para discutir o tema com a participação do subsecretario, mas ninguém apareceu para me receber. Protocolei na secretaria de meio ambiente uma petição pedindo o fim da utilização do espaço como lixão e irie ao Ministério Público”, conclui Fernando.

Nossa redação entrou em contato com a Polícia Ambiental, e fomos informados que por se tratar de prefeitura, apenas o Inea pode multar. Tentamos falar com o Inea e com a Prefeitura de Aperibé, mas não conseguimos contato.


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