quarta-feira , 22 novembro 2017

Preso em Miracema suspeito de integrar quadrilha de abortos no Rio de Janeiro

Fotos: Polícia Militar
Fotos: Polícia Militar

Foi preso na manhã desta segunda-feira (20/10), no distrito de Areias, em Miracema, Edgard Caveari da Rocha, 53 anos, que segundo a Polícia Civil, é suspeito de envolvimento com uma quadrilha de prática do aborto no Rio de Janeiro.
A prisão aconteceu por volta das 10h, quando policiais militares da 3ª Cia foram até o local e encontraram o homem. Na casa onde ele estava, os PMs encontraram um revólver calibre 32 desmuniciado e diversos materiais como: uma espada, documentos, cheques, celulares e $ 621 dólares.

Edgarg e materiais foram conduzidos para 137ª Delegacia de Polícia de Miracema, onde o caso foi registrado.

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
A quadrilha, que integrava sete organizações criminosas na cidade do Rio, foi desarticulada na última terça-feira (14/10). Uma delas chegava a lucrar até R$ 300 mil por mês. Segundo o delegado Felipe Bittencourt, da Corregedoria da Polícia Civil, os grupos eram independentes, mas a colaboração entre eles evitava a competição. No total foram cumpridos 56 mandados de prisão e outros 118 de busca e apreensão.
Entre os presos, estão médicos, policiais civis e militares, advogados e um sargento do Exército.

Apesar de não terem comando unificado, os grupos respeitavam os territórios de atuação definidos para cada um. Alguns dividiam os bairros de Bonsucesso, Rocha e Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro. Outros dois atuavam em Campo Grande e Guadalupe, na zona oeste. Os demais comandavam a prática em Copacabana e Botafogo, na zona sul. 75 pessoas acusadas de integrar as associações criminosas tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça.

As clínicas ilegais mantidas pelas organizações criminosas faziam abortos em mulheres com até sete meses de gestação. Os preços variavam de R$ 1 mil (para maiores de 18 anos e em estágio inicial de gravidez) até R$ 7.5 mil (para adolescentes com 23 a 26 semanas de gestação).

O processo conta com depoimentos de 37 mulheres submetidas a procedimentos abortivos. Elas não foram indiciadas pelo crime de aborto, mas poderão responder criminalmente, caso esse seja o entendimento do Judiciário.

 


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