quarta-feira , 26 setembro 2018

Produtores de Cana do Norte Fluminense participam de encontro em Campos

producao-de-canaProdutores de Cana participaram nessa sexta-feira (21), do IV Encontro de Fornecedores de Cana do Norte Fluminense. Durante todo o dia, temas como cadeia da cana e sua produtividade, colheita mecanizada para o pequeno e médio produtor e a transposição do Rio Paraíba foram debatidos no auditório do Campus Dr. Leonel Miranda da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), na Estrada do Açúcar, em Campos.

“Nosso objetivo foi mobilizar o produtor e resgatar a sua autoestima. Nós tivemos próximo de 1 milhão de toneladas de cana moídas nessa safra, mas a capacidade de nossas usinas é de 4 milhões de toneladas. Pretendemos em 3 anos, chegar perto de 3 milhões de toneladas. Também em função do déficit de açúcar mundial, acreditamos que o momento é bom para o produtor rural”, falou o presidente da Associação Norte Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), Tito Inojosa.

Além dos produtores e fornecedores, o encontro contou com a presença de representantes de sindicatos, Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap) e do presidente do Sindicato da Industria Sucroenergética,

Frederico Paes. Ele avaliou que 2016 foi o ano de retomada do setor. “Tivemos dois longos anos de seca e de preço baixo, principalmente nos últimos três anos. Por isso consideramos o ano de 2016 o ano de retomada. Também pelas chuvas. Só no mês de outubro tivemos 80 milímetros, enquanto que no mesmo período do ano passado foram apenas 20 milímetros. Além disso, temos a previsão otimista de um verão chuvoso. É o que a gente precisa para cana. Junto a isso, tem a melhoria de preços no mercado internacional”

Hoje, a saca está sendo comercializada a R$110, enquanto que no ano passado foi R$55, valor que o produtor não sobreviveu porque o custo de produção é de R$70. “Quando você trabalha com preço baixo e sem chuva, todos ficaram desestimulados, por isso a gente considera 2016 o ano da retomada. Não só pelo preço, mais também pelo clima”, concluiu Frederico.


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