terça-feira , 17 janeiro 2017

Produtores de Cana do Norte Fluminense participam de encontro em Campos

producao-de-canaProdutores de Cana participaram nessa sexta-feira (21), do IV Encontro de Fornecedores de Cana do Norte Fluminense. Durante todo o dia, temas como cadeia da cana e sua produtividade, colheita mecanizada para o pequeno e médio produtor e a transposição do Rio Paraíba foram debatidos no auditório do Campus Dr. Leonel Miranda da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), na Estrada do Açúcar, em Campos

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“Nosso objetivo foi mobilizar o produtor e resgatar a sua autoestima. Nós tivemos próximo de 1 milhão de toneladas de cana moídas nessa safra, mas a capacidade de nossas usinas é de 4 milhões de toneladas. Pretendemos em 3 anos, chegar perto de 3 milhões de toneladas. Também em função do déficit de açúcar mundial, acreditamos que o momento é bom para o produtor rural”, falou o presidente da Associação Norte Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), Tito Inojosa.

Além dos produtores e fornecedores, o encontro contou com a presença de representantes de sindicatos, Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap) e do presidente do Sindicato da Industria Sucroenergética,

Frederico Paes. Ele avaliou que 2016 foi o ano de retomada do setor. “Tivemos dois longos anos de seca e de preço baixo, principalmente nos últimos três anos. Por isso consideramos o ano de 2016 o ano de retomada. Também pelas chuvas. Só no mês de outubro tivemos 80 milímetros, enquanto que no mesmo período do ano passado foram apenas 20 milímetros. Além disso, temos a previsão otimista de um verão chuvoso. É o que a gente precisa para cana. Junto a isso, tem a melhoria de preços no mercado internacional”

Hoje, a saca está sendo comercializada a R$110, enquanto que no ano passado foi R$55, valor que o produtor não sobreviveu porque o custo de produção é de R$70. “Quando você trabalha com preço baixo e sem chuva, todos ficaram desestimulados, por isso a gente considera 2016 o ano da retomada. Não só pelo preço, mais também pelo clima”, concluiu Frederico.

SFn

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