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Proibido pela Prefeitura de vender CD’s, artista fidelense segue se apresentando na rua

Quem passa pela Rua Dr. José Francisco, próximo à Caixa Econômica, no Centro de São Fidélis, já deve ter visto um senhor que sempre se apresenta no local com um violão e/ou um microfone. O cantor e compositor fidelense Edson Crelier, de 57 anos, passava os dias cantando e tocando o instrumento com o intuito de vender seu CD, de cantor
músicas autorais, até ser proibido pela Prefeitura de comercializá-lo. Hoje, se apresenta para tentar atrair a atenção dos populares, que as vezes deixam algum trocado em sua caixinha.

Em entrevista ao SF Notícias, Edson, conhecido como Edinho, contou um pouco de sua história e falou sobre a proibição da venda dos CD’s. Nascido em São Fidélis, o artista começou a compor ainda jovem, por volta dos 16 anos, quando escreveu as primeiras músicas e poesias. Antes de se dedicar somente ao seu dom, o fidelense trabalhou como vendedor.

“Eu era vendedor autônomo, mas me aposentei por problemas de viajar muito. Eu vendia produtos em supermercados, porém não deu muito certo, então passei a dar aula de violão. Todo mundo me conhece como Edinho professor de violão, mas faz muito tempo que estou sem dar aula, fico sempre aqui na calçada”, contou o compositor, que estudou em uma faculdade de música, mas precisou interromper os estudos. “- Eu fiz quase uns três anos de faculdade de música em Campos, mas tive que parar por um problema de saúde. Mas o que eu aprendi foi o suficiente”.

Segundo Edson, a venda dos CD’s pelo valor de R$ 10 era uma renda extra para ajudar nos tempos de crise. Entretanto, a proibição da Prefeitura chegou de surpresa.”- Eles falaram que era pra parar com tudo, levar a caixinha pra casa e guardar o CD, para eu não vender mais. Então levei o código da Constituição brasileira sobre atividade artística na rua, que diz que toda expressão artística é de livre expressão, e sem necessidade de licença. Eles disseram que por essa lei eu poderia tocar meu violão, mas sem vender os CD’s”.

Ao passar tanto tempo na calçada, tocando músicas que muitas vezes emocionam o público, Edson relembra fatos que já vivenciou: “- Já tive experiências interessantes aqui. Teve um homem que veio da roça para matar um cara em São Fidélis. Quando passou por mim, eu estava tocando um hino cristão, e o homem falou que a música estava incomodando. Eu perguntei o porquê, e ele respondeu que sua avó tocava este hino para ele, e que seus parentes eram todos cristãos, mas ele não. Ele contou que ia fazer uma coisa errada, que ia matar uma pessoa e começou a chorar. Eu falei de Deus para ele, que disse que não ia fazer mais, e ia pedir que os familiares orassem por mim”. lembrou, emocionado.

Confira a resposta da Prefeitura de São Fidélis ao SFnotícias sobre o caso clicando aqui.

SFn

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