terça-feira , 21 novembro 2017

Relembrando “THE NANNY”

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Estou muito feliz em poder assistir novamente uma das melhores sitcoms (comédia de situações), produzidas na década de 90. Acredito que “The Nanny”, serviu de inspiração para muitas séries atuais, e foi referência de humor para as comédias de maior sucesso produzidas nos Estados Unidos.

Lamentavelmente a série não esta sendo exibida na TV aberta no momento, posso acompanhar os episódios pela Netflix, e confesso que estou viciado. É muito gostoso chegar cansado, depois de um dia de trabalho e ouvir a voz anasalada da atriz Fran Drescher, interpretando a MARAVILHOSA babá Fine!!!

The Nanny estreou no dia 3 de Novembro de 1993 na CBS e depois de seis temporadas o programa terminou, um verdadeiro sucesso!!! A abertura da série era uma animação muito divertida contando a história da série e interpretada por Ann Hampton Callaway. Os capítulos eram episódicos, ou seja, tinham começo, meio e fim, você pode assistir fora de ordem que não vai se perder na trama simples, mas muito inteligente produzida pela pela Sternin/Fraser Ink, Inc. e pela High School Sweethearts Productions, em colaboração com a TriStar Television. The Nanny tinha como produtores executivos a própria Fran Drescher e o seu então esposo Peter Marc Jacobson, que tinha sido seu namorado desde os tempos da escola.

No Brasil, o programa já foi exibido pela Rede Record, me lembro que assistia sempre que voltava da escola, no finalThe-Nanny-HQ-the-nanny-7669909-2059-2560 da década de 90 e pela Rede 21 na TV Aberta e é exibido no canal Comedy Central, da TV a Cabo. Em Portugal, é exibida pelo canal TVI e agora pela SIC. Como sempre, Portugal e suas pérolas, lá o título da série foi traduzido para “Competente e descarada”… kkkkkk

Segue a tradução da letra da música de abertura, com o link do vídeo, pra quem queira matar as saudades:

“Ela trabalhava na loja de noivas no Flushing Queens

Até que seu nomorado lhe deu um fora, numa daquelas famosas cenas

O que ela fez? Onde ela foi?

Ela perdeu seu charme

Então embaixo da ponte de Flushing ela foi à porta dos Sheffield

Ela foi lá para vender cosméticos, daí o pai viu algo a maisThe-Nanny-HQ-the-nanny-25405278-1349-1719

Ela tinha estilo! Ela tinha um quê a mais! Ela estava alí

Foi assim que ela se tornou a babá

Quem poderia imaginar que aquela garota que descrevemos

Seria exatamente o que o médico receitou?

Agora o pai encontra seu apoio (cuidado C.C.!)

E as crianças estão sorrindo (com tanta alegria!)

Ela é a dama de vermelho que todo mundo adora

A simpática garota de Flushing, é a babá chamada Fran!”

Como a letra da música explica, essa é basicamente a história da trama. Tudo gira em torno da babá Fran Fine, que assim que se vê demitida da loja de noivas do namorado, que por sinal foi abandonada por ele também,  tem de ir vender cosméticos de porta em porta. Assim sendo, Fran dirige-se à casa do inglês Maxwell Sheffield, produtor de Broadway e pai de três crianças. Maxwell pensa que Miss Fine era a babá que tinha contratado e deixa-a entrar. Quando acredita equivocadamente que Fran foi enviada por uma agência de babás, ela apreende rapidamente em cima da oportunidade a transformar-se em babá para as suas três crianças. Fran vai tocar rapidamente nos corações de Maxwell e das crianças e fica contratada.

Fran-Maxwell-the-nanny-17867164-1024-768A manter a casa impecável e a intrometer-se em todas as conversas de família está o mordomo Niles (Daniel Davis). Niles reconhece rapidamente a boa vontade de Fran de trazer o calor para a família e tornam-se amigos rapidamente. C.C. Babcock (Lauren Lane), sócia de Maxwell e eterna apaixonada por ele, vê na ama uma concorrência de peso e tenta a todo o custo que Maxwell não se apaixone por ela.

Sempre presentes na mansão Sheffield estão a amiga burra de Fran, Val, a mãe de Fran, Sylvia e a avó Yetta, que por sinal É HILÁRIA. O seriado conta com aparições mais que especiais de celebridades como Jay Leno, Ray Charles, Elton John, Whoopi Goldberg e Dr.Joyce Brothers entre outras personalidades. Sem dúvida a receita perfeita de um humor doce, inocente e muito marcante.

Mas o que mais me atrai nesse sitcom, além do texto inteligente e o jeito simples de fazer humor com qualidade, é obviamente sua protagonista FRAN DRESCHER. Que mulher maravilhosa, ela é linda e tem um timming de humor surpreendente, além de atriz, ela é uma excelente comediante, roteirista, produtora, autora, ativista e cantora… Ufa! Ela tem uma história de vida surpreendente e conturbada.

Filha Fran-Drescher-fran-drescher-20446302-1600-1200de judeus asquenazitas, Fran foi vice-campeã do concurso “Miss New York adolescente” em 1973, como revelado em sua primeira obra e autobiografia Enter Whining, lançada em 29 de dezembro de 1995, freqüentou a Hillcrest High School in Jamaica, no bairro de Queens, onde ela conheceu o seu futuro marido, Peter Marc Jacobson, com quem ela casou em 1978, com 21 anos de idade. Eles se divorciaram em 1999. Jacobson foi um fervoroso incentivador da Fran e em sua carreira no show-business, como disse anteriormente, ele escreveu, dirigiu e produziu a série The Nanny, que curiosamente, “Fran Fine”, em The Nanny, tinha sido despedida de uma loja de artigos de noivas (como uma citação à sua mãe) antes de conseguir o emprego de babá.

O casamento de Fran com Peter Jacobson, produtor da série era bem visto por todos, em função de sua história, a dupla era apontados como o ‘casal 20′ da década. Eles se conheceram quando Fran tinha 15 anos de idade. O The-Nanny-HQ-the-nanny-tata-francesca-telfono-non-si-dice-piacere-gentleman-galateocasamento ocorreu em 1978, quando ela completou 21 anos. O casal passou por várias dificuldades ao longo dos anos, incluindo um assalto à residência deles, que levou Fran a se tornar vítima de um estupro (fato revelado em sua autobiografia). O divórcio veio em 1999. No ano seguinte, ela foi diagnosticada com câncer uterino em estágio primário; o que a livrou de um tratamento quimioterápico, precisando apenas passar por uma cirurgia.

Fran comenta, abertamente, sobre os motivos que levaram o casal a se separar. Seu ex-marido assumiu ser gay, revelação que foi feita à atriz logo após o divórcio em 1999. Afirmando não ter desconfiado, Fran revela que mantém sua amizade com Peter, com quem costuma trabalhar em causas de apoio à comunidade homossexual, chegando ao ponto de tentar encontrar para o ex-marido seu parceiro ideal.

Após dois anos de sintomas e diagnósticos equivocados por oito médicos, Drescher foi internada no Hospital do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, Califórnia, em 21 de junho de 2000, após os médicos a terem diagnosticada com câncer no útero. Ela teve que passar por uma histerectomia radical [retirada total do útero] imediata para tratar a doença. Desde então, Drescher teve um atestado de boa saúde e nenhum tratamento pós-operatório foi recomendado. Ela escreveu sobre as suas experiências em um segundo livro seu, Câncer Schmancer; o seu objetivo com este livro foi elevar a consciência das pessoas “para se tornarem mais conscientes dos sinais de alerta precoce do câncer, e para capacitarem-se.” Em 21 de junho de 2007, no sétimo aniversário da sua operação, Drescher fez o lançamento do movimento nacional do câncer Schmancer, uma organização sem fins lucrativos dedicada a garantir que o câncer em todas as mulheres seja diagnosticado enquanto na fase 1, a fase mais curável.

É reconhecida no registro do Congresso por seus esforços como um defensora da saúde sem rodeios. Em Washington ajudou a obter a aprovação unânime da lei HR1245 (também conhecido como Lei de Johanna).

The-Nanny-the-nanny-33156033-1024-768Em setembro de 2008, Fran, como política Democrata, foi designada como diplomata pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. O seu título oficial é de “Enviada da diplomacia pública para problemas de saúde da mulher”. Ao viajar por todo o mundo, ela apoiará os esforços da diplomacia pública dos Estados Unidos, incluindo o trabalho com as organizações de saúde e grupos de mulheres para aumentar a sensibilização para as questões de saúde das mulheres, a conscientização e detecção do câncer dos pacientes e trâmites advocatícios.

Atualmente Fran está de volta na telinha com sua nova sitcom: “Happily Divorced“ (Divorciada Feliz), produção criada novamente em parceria com seu ex-marido, Peter Marc Jacobson, não é um máximo! Existem casamentos que vão além da relação conjugal, acredito que o casamento dos dois é um casamento de almas!

A história do novo seriado é uma versão ficcional da vida do próprio ex-casal. Fran Drescher novamente interpreta uma personagem chamada Fran. Mas desta vez ela não é uma babá e sim a dona de uma floricultura em Los Angeles que, após 18 anos de casada, descobre que seu marido, Peter (John Michael Higgins), é gay. Não é sensacional? UsarThe-nanny-the-nanny-6462837-2133-2560 a própria história de vida, que para muitos seria uma tragédia, em algo engraçado, leve e descontraído. Usar a ARTE para expurgar seus fantasmas… Uma receita simples, que poucos conseguem ter a sabedoria de perceber. … Como as pessoas se levam sério, não é mesmo? Enfim, na série, por questões financeiras, eles ainda vivem na mesma casa, tentando manter a amizade enquanto buscam novos relacionamentos.

No elenco também estão Tichina Arnold, de “Todo mundo odeia o  Chris”, como Judi, a melhor amiga de Fran; Rita Moreno (Oz) e Robert Walden, que interpretam os pais de Fran, Dori e Glen; e Valente Rodriguez, como Cesar, empregado da floricultura. No episódio piloto, Fran se envolve com Elliot, interpretado por D.W. Moffett (Friday Night Lights). A crítica americana, condenou a série, basicamente por ser uma produção apoiada no humor dos anos de 1990 (linha explorada pelo canal TV Land). Considerada ultrapassada, essa narrativa mescla a ingenuidade com o cinismo e a ironia, se mantendo afastada do humor sarcástico (mordaz e cruel), que é a base de boa parte das sitcoms atuais. “Happily Divorced” é a terceira série original do  TV Land, canal a cabo voltado para a exibição de séries clássicas, tendo como público alvo a faixa etária entre 25-54 anos.

E pra fechar a coluna de hoje, segue abaixo um link com uma matéria muito legal sobre o  “The Nanny”, mostrando como estão os atores da série hoje em dia e o que eles estão fazendo, pra quem é fã da série, vale a pena dar uma conferida:

http://serieterapia.com/recordar-e-viver-the-nanny/

Um grande beijo e até semana que vem!

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