Rio Rural Emergencial já beneficiou mais de mil produtores

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Fotos: Vinnicius Cremonez / Reprodução

É com esperança renovada que o agricultor Aluísio Carlos de Souza Gomes observa o volume de água que vem sendo armazenada no açude que abastece sua propriedade, na microbacia São Lourenço, em Natividade. No último ano, por conta da forte estiagem, perdeu 100% da lavoura de milho e 50% do tomate, aipim, pimentão e abobrinha cultivados.

Ele é um dos 1.015 produtores das Regiões Norte, Noroeste e parte da Serrana, que já foram beneficiados com a limpeza e desassoreamento de açudes e poços bebedouros, uma das ações do Rio Rural Emergencial, da secretaria estadual de Agricultura, para combate aos efeitos da estiagem no estado.

“Essa é a única fonte de água que disponho para a lavoura. Dela depende a minha produção”, afirmou o Aluísio Gomes, que já adota práticas sustentáveis como a irrigação por gotejamento, incentivado pelo Rio Rural.

A limpeza e o desassoreamento, executados com máquinas do programa Estradas da Produção, revitalizaram o açude que também fornece água para outras quatro famílias de agricultores. Em Natividade choveu apenas 650 milímetros, nos últimos sete meses, quando o volume esperado para o período era de 1.400 milímetros.

Satisfeito com o apoio do governo do estado em um momento difícil para aqueles que vivem da atividade rural, o produtor de leite Paulo Sérgio Garcia Moraes, da microbacia Bela Vista São Sebastião, no mesmo município, é outro beneficiado com a limpeza de açude. Por conta da escassez de chuvas perdeu a capineira que alimentava o gado, provocando queda na produção.

A priorização dos beneficiários do Rio Rural Emergencial a partir dos Cogems – Conselhos Gestores das Microbacias, é para Jaqueline Ferreira da Silveira, produtora e membro do Cogem da microbacia Bela Vista São Sebastião, a forma mais democrática de atendimento.

“Ninguém melhor do que quem vive aqui para saber das nossas necessidades”, enfatizou ela. A produtora também fez questão de ressaltar que a preservação ambiental, preconizada pelo Rio Rural, é o melhor caminho para o enfrentamento dos efeitos climáticos.

“Aqueles que preservaram sofreram menos com a estiagem, os outros, estão aprendendo com a dor”, finalizou.

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Fonte: Rio Rural


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