terça-feira , 22 agosto 2017

Sem receber há dois meses, funcionários fazem mobilização em frente ao Hospital Armando Vidal, em São Fidélis Sem receber, eles estão enfrentando dificuldades com alugueis e contas de água e luz em atraso

Sem receber, eles estão enfrentando dificuldades com alugueis e contas de água e luz em atraso

Fotos: SF Notícias

Funcionários do Hospital Armando Vidal, de São Fidélis, se mobilizadaram em frente à unidade na tarde desta quarta-feira (12/04) em busca de uma solução para os dois meses sem pagamentos.

Segundo eles, a diretoria deu um prazo de resposta até ontem, mas nada ficou acertado. Com isso, eles estarão enviando ao sindicato e a direção do HAV, uma carta comunicando a paralisação, assim só serão atendidos os casos de emergência. Os atendimentos ambulatoriais serão encaminhados aos postos de saúde do município.

Os salários em atraso são referentes aos meses de fevereiro e março, além do décimo terceiro de 2015 e parte do de 2016 que não foi pago. O mês de janeiro foi depositado pela prefeitura, quando a mesma fez a intervenção na unidade. O dinheiro para o pagamento em atraso já estaria depositado, aguardando apenas o repasse entre a Prefeitura e o HAV.

“Não é uma manifestação por enquanto, pois não podemos nos manifestar até que o sindicato nos dê uma resposta. Vamos aguardar agora, estamos aqui para mobilizar, tanto a parte do hospital quando a Prefeitura porque a gente só quer o que é nosso por direito” – disse uma funcionária.  

Sem receber, eles estão enfrentando dificuldades com alugueis e contas de água e luz em atraso. “Nos mobilizamos para pagar algumas contas de luz e conseguimos cestas básicas, tem funcionário que paga pensão e está preste a ser preso,  pedimos desculpa a população, mas não dá” – disse uma enfermeira.

Às 17h uma nova reunião, com o conselho deliberativo do hospital, será realizada. Em entrevista ao SF Notícias, o administrador da unidade afirmou que ainda não foi avisado oficialmente sobre a mobilização e explicou a questão do pagamento. “Existe um convênio entre a Prefeitura e o hospital e a mesma alega que esse contrato não foi firmado. Temos esse contrato judicializado e estamos aguardando a Prefeitura formalizar e fazer o repasse do valor que já está no fundo”.

Quando o repasse for realizado, parte do pagamento poderá ser depositado. “Vamos tentar viabilizar o máximo possível para tentar equacionar toda a parte de déficit dos empregados” – finalizou.

Nossa redação entrou em contato com a prefeitura, mas até o momento, não recebemos nenhum posicionamento quanto ao assunto.


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