sexta-feira , 22 novembro 2019

Usando caixa d’água, casal cria “cantinho” para abrigar cachorros que vivem na rua, na Ipuca em São Fidélis Uma caixa d'água foi convertida em uma casinha para o 'Amarelinho' e o 'Plebeu'; Eles também são alimentados pelo casal, que adotou três cadelas, e tratados com carinho pelos moradores

Uma caixa d'água foi convertida em uma casinha para o 'Amarelinho' e o 'Plebeu'; Eles também são alimentados pelo casal, que adotou três cadelas, e tratados com carinho pelos moradores

Fotos: Helma Lúcia (capa)/ Arquivo pessoal

A cada dia, cresce o número de animais abandonados em municípios da região. Sem órgãos do poder público para resgatar, castrar, abrigar e fazer o encaminhamento para adoção, muitos deles acabam morrendo atropelados, envenenados e sofrendo maus-tratos. A esperança desses cães, gatos e até outras espécies, são os protetores, amantes dos animais, ONGs e projetos, que lhes proporcionam uma segunda chance. Foi exatamente o que fez um casal morador da Rua Odorico Barreto, na Ipuca, segundo distrito de São Fidélis. Além de adotarem três cadelas, eles construíram um cantinho para dois cachorros que vagavam pelas ruas da cidade.

O casal improvisou uma ‘casinha’ com uma caixa d’água e decorou um local para os cães ficarem. Bethânia conta que o amor pelos cachorros vem desde que era criança, e com isso veio a iniciativa de abrigá-los. “Sempre fui apaixonada por cães. Eles sempre fizeram parte da minha vida, desde pequena sempre tive esses animaizinhos por perto! Então, como aqui em meu bairro existem muitos deles abandonados e o amor fala mais alto, resolvemos abrigá-los”. 

Além de receberem abrigo, alimentação e água, o ‘Amarelinho’ e o ‘Plebeu’ são vacinados, medicados quando necessário, e tomam banho. Todas as despesas ficam por conta do casal, Bethânia e o marido Amarilson, que já cuidam dos cães há aproximadamente cinco anos. “Aproximadamente há um ano tem essa casinha, mas antes era de telha e de madeira, mas as coisas foram melhorando” – relata Bethânia. Segundo ela, o ‘Amarelinho’ tem uma longa história de cuidados, pois é idoso, cego de uma vista e aleijado. Ela afirma ainda que todos os moradores da rua os tratam com muito carinho e respeito. “Tivemos algumas rejeições no início, de moradores de outras ruas próximas, mas não desistimos e lutamos por eles” – lembra. Ela ressalta a necessidade de mais suporte para os animais de rua da cidade e espera que a matéria incentive outras pessoas a ajudá-los.

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