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Vice-prefeito e presidente da Câmara de Vereadores falam sobre projeto de redução salarial em São Fidélis

Vice-Prefeito Magno Rocha | Arquivo
Fotos: arquivo

O vice-prefeito de São Fidélis, Magno Rocha, e o presidente da Câmara de vereadores, Carlos Rogério, falaram em entrevista ao SF Notícias sobre a redução dos salários do prefeito, vice-prefeito e vereadores da cidade. O projeto de redução, criado por um advogado e apoiado por uma comissão de moradores e por duas associações, prevê a redução de dois terços dos salários.

Para o vice-prefeito, as pessoas têm o direito de propor aquilo que desejam, entretanto, a redução salarial dos vereadores não tem a mínima chance, já que os vereadores não teriam condições de ajudar a população sem o suporte financeiro.

“O trabalho que o vereador faz, que a própria população exige, se ele não tiver respaldo financeiro, ele não tem condições de ajudar. Então ele acaba, num município pobre igual ao nosso, tendo que ajudar do próprio bolso, do salário que ele recebe, mesmo não sendo seu papel”.

Segundo Magno Rocha, se todos os órgãos do governo funcionassem como deveriam, como é previsto na lei, o salário poderia ser pequeno. “Se o vereador não recebe um salário que dê para se manter, a câmara vai ter que custear aquilo, então o dinheiro vai ser usado da mesma forma, não vai mudar nada. Essa é minha forma de ver, então o dinheiro que vai para a câmara é da câmara”, afirmou.

Sobre a redução prefeito e de seu próprio salário, o vice também defende que, sem apoio financeiro, eles não poderiam ajudar a população: “Não é o salário do prefeito, são as coisas que o prefeito acaba tendo que atender, porque ele é procurado, ele é prefeito 24 horas por dia. E às vezes chega uma pessoa e não tem como você dizer não. É uma questão, nem política, mas de humanidade. A proposta dessa lei tem que ser muito bem elaborada e estudada.”

CÂMARA DE VEREADORES 1Já para o presidente da Câmara, a população deveria ser mais presente. “Em relação ao parlamento de São Fidélis, que trabalha muito, antes da população fazer isso ou assinar qualquer requerimento, tem que vir aqui. A população de São Fidélis é totalmente ausente na Câmara. Eu acho que a população não deve nos pré–julgar. Vir aqui, fazer um levantamento do que acontece, ver como estão as contas, como eu uso o dinheiro da câmara, depois que ver que o que a gente ganha nós merecemos, alguns merecem e outros não, eu acho que tem que ter essa integração do parlamento com a população, e aí sim eu acho que a população tem que fazer isso mesmo”.

Sobre o governo do prefeito, o presidente afirma: “Eu sou critico a esse governo, eu comungo com a população em achar que as coisas estão acontecendo ou muito devagar ou quase parando. Hoje, eles têm até a desculpa da crise, mas infelizmente São Fidélis já vem assim de um longo tempo. E até porque, se estão devagar, o que mais falta nesse governo é quem dá satisfação a população, porque se eu não posso fazer, se a crise é avassaladora, precisa dar satisfação à população, mostrar a população que se não está fazendo, o porquê disso”.

De acordo com os dados divulgados pelo projeto, o prefeito do município recebe 21.486,74, valor superior ao do salário do prefeito do Rio de Janeiro (R$ 14 mil) e do da capital nacional do petróleo, Macaé (R$ 17 mil). Já o vice-prefeito recebe metade do salário do prefeito, e cada vereador R$ 6.802,20, além dos valores pagos a assessores – cada vereador pode ter até três.

Até o momento, apenas 600 moradores assinaram o projeto, que precisa de 1.500 assinaturas para ser levada a Câmara Municipal de Vereadores. O SF Notícias aguarda o agendamento de uma entrevista com o prefeito do município.

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