terça-feira , 21 novembro 2017
Reprodução da internet

Vícios e manias ao volante

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Olá amigos e amigas, vamos falar hoje de um tema a meu ver bem interessante. Vícios e Manias ao Volante. Algumas manias ou vícios ao volante são passados de geração para geração sem sequer serem questionados. É muito comum que a maioria das pessoas aprenda a dirigir em casa mesmo, com os pais, irmãos e amigos, isso faz com que a maioria das pessoas quando procuram uma Autoescola já tenham alguns vícios, que torna cada vez mais difícil a aprendizagem dos alunos, pois para a avaliação dos examinadores do Detran é preciso que as práticas ao volante atendam as exigências da lei.

Existe ainda aqueles motoristas que já dirigem a anos e com o passar do tempo criam um excesso de confiança e adquirem com isso alguns vícios como os que vamos citar agora.

Descansar o pé no pedal de embreagem

Esse é um dos vícios mais praticados e talvez o mais difícil de ser corrigido. São muitos os motoristas acostumados a deixar o pé apoiado na embreagem, enquanto dirigem. Porém, essa mania pode custar caro. A pressão exercida, mesmo aparentemente pequena, pode prejudicar a embreagem acelerando o desgaste do disco, molas e rolamentos em até 40%.

Dar a última acelerada antes de desligar o carro

Esse é certamente um daqueles vícios que passam de pai para filho.  Antigamente, isso era utilizado para deixar combustível nas linhas de fornecimento para o motor, o que facilitaria a próxima partida dele, ou para deixar os componentes do motor melhor lubrificados. Nos motores atuais, já não é mais necessário. Dar a última acelerada pode prejudicar a correta lubrificação e vida útil do motor, inclusive do catalisador. Além do desgaste do motor, essa antiga mania ainda leva ao desperdício de combustível.

Conduzir o carro em ponto morto em longas descidas

Popularmente conhecida como “banguela”, tal “estratégia” é utilizada por motoristas que acreditam economizar combustível ao dirigirem dessa forma. Porém, nos carros de injeção eletrônica, o que acontece é justamente o oposto.

Além do aumento no consumo de combustível, a prática pode acarretar em outros problemas, Esse modo de dirigir não aproveita a possibilidade de controlar a velocidade do carro com ajuda do trem de força (motor e transmissão) e com isso reservar os freios para uma freada de emergência se necessário. Na banguela, o motorista usa frequentemente os freios para o controle da velocidade de descida e o resultado disso é uma sobrecarga no sistema de freios do automóvel.

Passar em lombadas com apenas duas rodas na diagonal

Alguns condutores, quando estão em alta velocidade e, subitamente, avistam um quebra-molas decidem por frear e em seguida passar transversalmente (uma roda por vez) pelo obstáculo. Porém, essa manobra também pode trazer sérias consequências para o bom funcionamento do veículo, Isso pode provocar a torção da carroçaria se não for feito cuidadosamente, passando em baixa velocidade. Além disso, pode danificar componentes da suspensão como amortecedores e buchas, assim como do sistema de direção (juntas homocinéticas), rolamentos e etc, explica o especialista.

Dirigir com a mão apoiada na alavanca de câmbio

Muitos carros não apresentam aquele apoio central para o braçoP direito do condutor. Daí que alguns motoristas já acostumados com o assessório, passam a apoiar a mão na alavanca de câmbio, para se sentirem mais confortáveis, ao dirigir. Porém, tal hábito acaba por forçar o trambulador, peça fundamental na ligação entre o câmbio e as engrenagens da transmissão, desgastando seus terminais. A mania também é responsável por diminuir a vida útil das engrenagens envolvidas.

Conduzir com o tanque na reserva

Dirigir com cinco litros ou menos de combustível no tanque pode até garantir o funcionamento do sistema de alimentação, mas é insuficiente para proteger a bomba de combustível de seu veículo. “Nos veículos com injeção eletrônica, a bomba de combustível fica submersa dentro do depósito de combustível e é elétrica, e não mecânica. Logo, o nível de combustível deve ser suficiente para garantir a lubrificação e o arrefecimento da bomba, possibilitando seu funcionamento. Quando o nível de combustível diminui muito, ou seja, entra na reserva, o funcionamento e a proteção da bomba podem ficar comprometidos”, ressalta Juan Carlos Horta.(especialista em Trânsito).

Direção hidráulica.

Não gire o volante com direção hidráulica com o motor desligado. Isso pode forçar a tampa do reservatório, causando derramamento de fluído ou, até mesmo, deslocar a tampa. Mesmo com o motor funcionando, não se deve deixar o volante completamente virado por mais de 15 segundos. Nessa condição, o óleo é bastante aquecido pela bomba da direção hidráulica, o que pode causar danos no sistema e ruídos.


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